Histórias de uma portuga em movimento.
29
Abr 10
publicado por parislasvegas, às 15:40link do post

Os dias em Lisboa foram muito agitados, não se pode dizer que tenha corrido pelo melhor, mas também não correu mal. Digamos que já tenho onde cair morta, muito embora não seja o mausoléu de mármore que eu queria, isto é, as entrevistas profissionais deram resultados, mas a pasta ao fim do mês não vai ser aquela que eu queria.

 

Em altura de crise, não me posso queixar. Claro que tenho a certeza que certos e determinados anónimos que aqui vêem para destilar raivites (e que nunca são publicados, que o blogue é meu e o resto que se lixe) vão ficar muito contentes por saber que o meu rendimento vai diminuir substancialmente e que vou ter que mudar a família para um cochicho de apartamento, ficando a trabalhar muito mais horas para muito menos ordenado. Se ficarem contentes com isso, parabéns. Saibam que eu não me vou abaixo, que estou tão optimista por voltar ao meu país (mesmo com crise, mesmo sem dinheiro) que tanta alegria da minha parte chega a passar por estupidez.

 

Entretanto o cão já está vacinado e despachado, só faltam os certificados que o médico diz que lhe quer passar mais em cima da altura da mudança mesmo. Falta falar com a companhia aérea e obter uma licença de transporte o que, visto os preços descabidos que eles cobram pelo animal, não deve ser difícil. Nestes últimos 3 meses a bicharoca vai é ficar de dieta porque o preço é a peso e a gaja está gordíssima. Ainda falta correr a casa de alto a baixo, deitar o eventual lixo fora, para não pesar no transporte, decidir quais são os móveis que vão e os que ficam (meter o Rossio na Rua da Betesga nunca é fácil), alugar uma casa em Portugal (apesar da crise ninguém quer fazer um contrato a iniciar em Julho ou Agosto, preferem continuar a perder dinheiro) e tratar das papeladas de legalização dos carros. Esta última parte que é sempre a mais complicada, desta vez vai ser facilitada porque o ACP trata disso para os sócios.

 

Para além disto é preciso fotografar as peças da casa para o seguro, fazer um inventário de tudo a transportar, empacotar as coisas todas e encerrar os contratos todos da casa, electricidade, telefone, telemóveis, seguros, tvcabo e água. Depois é entrar no avião e rumar a Lisboa onde começará tudo de novo: desempacotar a casa, fazer contratos, legalizar carros, etc, etc..

 

Os papéis da escola dos miúdos já estão tratados, estou agora à espera da resposta da instituição. Parece que para o ano do Kiko as coisas estão muito entupidas, mas não quero nem perder a esperança nem dramatizar.

 

Aliás o essencial numa coisa destas é não dramatizar. Acho que estou farta de dizer isso. Os psicólogos comparam o stress de mudar de casa ao stress do divórcio ou de perder um ente querido. Quem muda de casa e de país tantas vezes quanto eu, não pode cair na dramatização ou fazer-se de vítima, antes pode e deve chamar todos os nomes feios que sabe aos empreiteiros, senhores do transporte, seguros, burocratas, gente da companhia telefónica e etc (nas costas dos próprios, claro), tem um efeito bastante terapêutico. Aliás este blogue vai começar a servir para essas coisas outra vez.


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