Histórias de uma portuga em movimento.
05
Mai 10
publicado por parislasvegas, às 08:35link do post | comentar

Ataque aos armários para ver  o que se dá e o que vamos transportar.

Como pequena amostra da coisa resolvi ir mexer no meu só para mudar a roupa de Inverno e trocá-la por roupa de Verão (já fazem uns bons 30 graus por aqui).

Deu-me um ataque de nostalgia misturado com pânico e só mudei mesmo as roupas, não tive coragem de fazer os sacos para dar. Agora terei que voltar à carga.

Do raide blitz pelos meus roupeiros saltam à vista várias evidências:

 

1. Tenho demasiada roupa;

2. Tenho demasiados sapatos;

3. Tenho demasiadas malas;

4. Nem tudo me serve;

5. Tenho demasiada tralha velha.

 

Há coisas que já deveriam estar entregues ou a alguém que precisasse (quando ainda estavam novas) ou no caixote do lixo (de tão acabadas que estão). Mas como deitar fora a malinha de camurça que o meu pai me ofereceu aos 16 anos?? Ou como me desfazer da malinha verde-tropa comprada em Amesterdão na primeira viagem que fiz à Holanda com o meu marido? (essa sim, já desfeita de tão velhinha). E a quantidade de sapatos 36 que já não me servem??? (Nota: o corpo voltou ao normal depois da gravidez, mas os pés não....). E as peças D&G, um vestido 32 que me serve nas orelhas e um casaco de pele todo roto, que não consigo deitar fora nem por mais uma???

Sem falar na multidão de roupas étnicas que fui coleccionando nas minhas viagens pela Ásia e que nunca foram vestidas, nem serão (nem mortinha! mas acho piada a tê-las, é estúpido...).

 

A parvoíce total é que sempre me considerei uma pessoa muito pouco materialista. E depois vai-se a ver o afinco com que colecciono merdas e, especialmente, sapatos, para perceber que eu e a Imelda Marcos, no fundo, somos irmãs espirituais. Isso deixa-me completamente lixada porque, convenhamos, tinha-me em melhor conta do que isso.

E eu, que até sou uma pessoa desenvolvida (seja lá o que for que isto quer dizer...), achava que seria fácil descartar as coisas e seguir para outra fase. Mas claro, a cabeça humana tem destas coisas e ando um bocadinho triste de ter que me desfazer de tanta porcaria. Mas isso é do meu armário. Do resto da casa, confesso que nem tanto. Aí é a vez do meu marido stressar.

 

Vamos deitar fora esta piscina que só serviu para o jardim de uma casa específica e que nunca mais vamos utilizar? NÃO! Pois nunca se sabe quando isso vai servir e bláblá. Claro, digo eu, quando servir e se servir provavelmente a piscina estará podre e teremos que comprar outra. E ferramentas que nunca foram usadas (e nem serão)? e peças de merdas que eu nem sei o que são? e caixotes com toneladas de VHS's?e milhares de DVd's? e Cd's, hã????

 

E bom, lá terei que começar por dar o exemplo eu própria, sacrificando os meus sapatos e as minhas malinhas em prol da colectividade para o resto da família se sentir forçada à vontade para fazer o mesmo.

 

E agora pensem lá, vocês que vivem há décadas na mesma casa, com tralha preciosa acumulada de anos e anos. O que deitariam fora numa mudança em que só pudessem levar metade daquilo que têm?? É um exercício giro, acreditem...

Pode ser que descubram, como eu, que o peso que carregam às costas poderia ser muito, mas muito menor!

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