Histórias de uma portuga em movimento.
30
Jun 04
publicado por parislasvegas, às 06:37link do post | comentar
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Interpretem como melhor vos aprouver...

publicado por parislasvegas, às 05:59link do post | comentar
Outra coisa que hoje não me deixa trabalhar produtivamente é o raio do jogo com os holandeses. Já não digo nada, simplesmente deixei de ver os jogos. Vi o jogo com a Inglaterra quase obrigada, e tapei os olhos maior parte do tempo. E como todos os portugueses ia morrendo...
Fiquei traumatizada desde o nosso jogo com os Estados Unidos no último mundial. Vi o jogo e perdemos. Os que não vi ganhámos. Vi o jogo com a Grécia e perdemos. Tenho a consciência que isto é de uma estupidez a roçar a imbecilidade, ou talvez seja de uma megalomania extrema. Mas a verdade é que eu já nem quero ver os jogos com a mania que dou azar aos rapazes.
Hoje, qualquer que seja o resultado, vamos lá aos gajos e com gana!

Ando mesmo orgulhosa com a atitude da Selecção. Aquilo que me desiludiram ao perder com a Grécia, alegraram-me agora com a vontade que têm demostrado. Por muito que se diga que o povo anda anestesiado e que o futebol anda a desviar as atenções do que é importante, e bla e bla bla a verdade é que Portugal precisa que qualquer coisa, não interessa o quê, que nos encha de orgulho enquanto colectivo. O percurso do nosso país não tem sido dos mais brilhantes, pelo menos nos últimos 5 anos. Precisamos de massagens ao ego, e de sacudir definitavemente esse estado de depressão.

Força Portugal!!!
(salvo seja, porra que já nem se pode apoiar a selecção sem conotações políticas!)

publicado por parislasvegas, às 02:48link do post | comentar
Hoje está a ser difícil distrair a cabeça daí desse cantinho à beira-mar plantado. Até que enfim, alguma agitação! Que pena tenho eu de ai não estar. As coisas vistas à distância têm outro peso. Como ? Por exemplo, vendo e lendo a comunicação social portuguesa, posso chegar à conclusão que o ambiente que se instalou é de pré-golpe de estado. Conspirações no PSD, desorientação no PS, histeria no resto da esquerda. O PP lá vai andando com um ar muito sério e muito institucional, mas os tipos devem andar aflitos com a perspectiva de perder a cadeira. Em plena desorientação mental da classe política, o PR lá vai fazendo o que pode, tentando não alarmar o país. Até daria vontade de rir, se não fosse tão triste.
Porque a verdade é que não há crise nenhuma. O sistema funciona assim. E se o PM, em vez de ir para Presidente da Comissão, tivesse tido um ataque cardíaco fulminante? Haveria crise política? Claro que não. Nem poderia. Num país democrático existem mecanismos constitucionais para este tipo de situações, quer elas sejam mais ou menos drásticas.
Que eu saiba, a maioria dos eleitores portugueses (ou a quase maioria) votou no PSD. Agora já ninguém assume? Tudo o que se tem passado, desde a formação da coligação (que alguns dizem sem sentido, porque os portugueses não votaram no PP para Governo...) até à demissão do PM, está perfeitamente de acordo com a nossa Constituição.
Pelas últimas sondagens que vi,a situação actual não agrada a grande parte dos portugueses. Mas os mandatos fazem-se por quatro anos e não podemos andar a retirar Governos ou Ministros quando nos apetece. Aqui chegamos à grande questão - MENTALIZEM-SE que as únicas oportunidades para influenciar a vida do país são aqueles dias de ELEIÇÕES. Aqueles dias em V.Ex.as decidem ir comer um coirato para o pinhal depois da praia em vez de ir votar. Vamos lá reconhecer, de uma vez por todas que o voto é uma OBRIGAÇÃO, um DEVER. Claro que não evita situações de instabilidade política a 100%, mas que ajuda, ajuda...

29
Jun 04
publicado por parislasvegas, às 06:43link do post | comentar
Capital do Reino de Sião de 1350 a 1767. Construída na confluência de 3 grandes rios, com uma enorme rede de canais e pontes, um imponente palácio real e 400 templos budistas, Ayutthaya devia ser, no séc.XVI, um regalo para os olhos de qualquer europeu, habituado a chafurdar nas lamas das grandes capitais europeias.





Tal como nós, também o Reino de Sião vivia rodeado de poderosos vizinhos, nomeadamente os Kmer e os Birmaneses. Os Tai viveram uma guerra quase constante, desde o início do séc.XVI até 1767, quando a capital foi, finalmente, incendiada, pilhada e quase totalmente destruída pelos Birmaneses.





Como já aqui foi dito, nós assinámos um tratado de "assistência técnica" com o Rei Tai em 1516, o que ditou a nossa presença em Ayutthaya até à data da sua destruição. A partir de 1767, fizemos o que mesmo que todos os Tai: mudámos para Bangkok. Para um sítio em tudo parecido com o que ocupavamos na capital anterior - à beira-rio e com abudância de terra fértil. Quem visitar Bagkok ainda pode ver os restos dessa presença portuga. Entalado entre edifícios modernos, mesmo ao lado do Hotel Sheraton sobrevive, à beira-rio, um palacete do séc.XVIII que ostenta a placa "Embaixada de Portugal". Apesar das dificuldades que temos tido em manter o edificio, hoje em dia ele é um símbolo poderoso, não apenas para os raros portugueses que sabem que ele existe, mas acima de tudo para os Tai. Ele representa a cidade que se perdeu na selvajaria do betão. Representa um tempo em que Bangkok era um sítio agradável para se viver e não o caos poluído que é hoje.


publicado por parislasvegas, às 03:24link do post | comentar
Eu tenho um problema grave de falta de capacidade de descompressão. Demoro imenso tempo até "descansar a cabeça" sempre que estou de férias e absorvo os problemas imediatamente assim que volto. Acreditem que é frustante à brava!! Assim, para tirar a cabeça da rotina que já se apoderou de todos os meus pensamentos, aqui vão alguns momentos de férias..às postas!

publicado por parislasvegas, às 00:58link do post | comentar
Fim de férias, back in the USSR arregaçando as mangas para o muito trabalho que aí vem...Tá um frio que não se pode nesta terra. Parece que este ano até o verão decidiu não mostrar a cara por cá. Não o censuro...Escusado será dizer que com a diferença de temperaturas apanhei uma carraspana de todo o tamanho que está a ser curada à base de mimo. Pois é, não foi fácil este primeiro ano de "férias repartidas". Sei bem que a grande maioria dos casais portugueses (e não só) até agradeceria aos céus a oportunidade de passar férias sem a "cara metade", mas nós ainda não chegámos a esse ponto e custou.

As minhas férias não tiveram praia, nem piscina, para ser honesta - as minhas férias nem sequer tiveram muito sol. Também é normal, para quem escolhe ir à Tailândia na época das monções. Aconselho a toda a gente. Os templos, palácios e ruínas diversas estão às moscas, sem turistas. Claro que para fazer isto nesta altura do ano é preciso gostar de apanhar com tempestades tropicais em cheio na pinha e ter um prazer especial em andar constantemente peganhento.

A viagem engradeceu em muito o meu espírito patriótico. Por duas razões: uma foi o futebol (confesso...).
Não há nada como estar a tomar o pequeno-almoço às 7 da manhã (os jogos passavam às 3), roída de curiosidade para saber o resultado do Portugal-Espanha,e ver os empregados do hotel a virem com grandes sorrisos à nossa mesa felicitar-nos pela vitória!
Outra foi o facto de termos decidimo metermo-nos por atalhos diversos e ir visitar a primeira aldeia portuguesa instalada na Tailândia, que fica a uns cento e tal quilómetros de Bangkok. Visitámos as ruínas em pleno dilúvio tropical e tivemos de esperar que o Noé aparecesse, enquanto fazíamos companhia a uns portugas que morreram de uma peste qualquer no séc.XVI.
O que raio terá passado pela cabeça destes desassossegados para se virem instalar aqui em 1511?
Aparentemente a história é simples: andavam os nossos Domincanos na tarefa inglória e inútil de tentar converter budistas à religião católica, ao mesmo tempo que o Rei do Sião se via às aranhas para controlar as incursões Birmanesas pelo seu território. Proporcionou-se então o estranho negócio, que vários povos europeus seguiram mais tarde, mas da qual nós fomos, sem dúvida, os percursores: armas de fogo e treino para o seu uso em troca de liberdade de fixação, comércio e envangelização. E como sempre escolhemos um sítio lindo. Bem à beira-rio (nunca se sabe quando vai ser preciso aparelhar o barco e zarpar...) e com terra fértil. Tão fértil que a vegetação tratou de cobrir toda a aldeia. Apenas o mosteiro e o cemitério estão descobertos, num trabalho arqueológico pago pela Fundação Gulbenkian em 1984. Estes dois factores misturados, fizeram-me ter um fundinho de remorso por aquilo que escrevi ali atrás sobre a venda a retalho desse país.

Tudo isto para regressar à Europa e ver a bandalheira que para aí vai. O PM manda o país às ortigas (o segundo PM com tal atitude, em 5 anos!)e por muito que o povo esteja sereno (ou anestesiado pelo EURO) é claro que a nossa "classe dirigente" não sabe para que lado se há-de voltar. Penso que é altura de encarar a dura realidade: ou o país é ingovernável, ou os portugas são tão chatos que não há pachorra para ser PM desse sítio. Se assim não é, parece. Até porque nos outros países democráticos existe uma coisa que se chama "compromisso com os eleitores", que, pelos vistos, perdeu o valor no nosso país. Mas é bem-feito. Pode ser que os nossos caros cidadãos se apercebam da importância de ir depositar o papelinho na urna em vez de ir curtir para a Costa da Caparica.
Espero, muito sinceramente, que o Santana Lopes consiga ser nomeado PM. Por várias razões, algumas delas ocultas. Para já avanço duas:
1. os portugueses merecem. Em Portugal não se vota para PM, vota-se o PARTIDO, não se esqueçam disso....
2. De momento parece-me o único voluntário.

16
Jun 04
publicado por parislasvegas, às 05:32link do post | comentar
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Olha a posta fresquinha a partir de Bangkok. Ca andamos, eu e a velhota. A velhota cheia de speed e eu a morrer aos bocados.
Esta se bem, mas esta coisa nao tem acentos. Hei de postar as fotos quando voltar ao frio e ao cinzento de Kiev.
Saudacoes Tais para todos

13
Jun 04
publicado por parislasvegas, às 12:00link do post | comentar
Parece que nem no futebol atinamos. Mais vale vender isso a retalho. O mais difícil é arranjar quem queira comprar.
O último a sair que apague a luz.

12
Jun 04
publicado por parislasvegas, às 08:37link do post | comentar
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Mais uma, que mesmo à distância, aderiu à febre nacional!

11
Jun 04
publicado por parislasvegas, às 06:22link do post | comentar
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-Viste a cara da Senhoria quando eu lhe comecei a rosnar?
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- Ha, ha ha ha, foi giro não foi? Achas que eu exagerei muito em ter-lhe aberto aquela ferida na perna?
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Qual quê! Eu bem te disse - MORDE! MORDE! mas tu não foste na conversa...aquilo foi só um arranhãozinho, pá!
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Pronto, tá bem. Da próxima afinfo-lhe à séria! eh eh eh!

Bendita a hora em que eu resolvi ter duas feras em casa!!!!

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