Histórias de uma portuga em movimento.
31
Ago 05
publicado por parislasvegas, às 09:14link do post | comentar
Saco-cheio

Impaciência

Santa Milagreira


Perante isto só me resta dizer: bardamerda! Putaquepariu se me apanham noutra, ..da-se!

30
Ago 05
publicado por parislasvegas, às 07:46link do post | comentar
Apesar da minha fraca figura, metida nuns 45 quilos mal pesados, comer é das minhas actividades favoritas. Aprendi a cozinhar com o meu Xano, e aprendi a fazer as coisas de que gosto. O que, às vezes é lixado. Já tentei pastéis de nata, pizza, fogaccia e outras coisas que mais valia estar quieta, porque há que reconhecer que a manufactura de certas delícias está reservada a profissionais e não há receita que nos safe, quando se trata de atacar coisas impossíveis com a proficiência de duas mãos esquerdas...
Mas não tenho desistido e há pratos que me saem verdadeiramente bem. A propósito das perguntas do Riky no "Pestana Aberta", deixo aqui a receita da sopa fria russa "Okroshka" (uma ideia fixe se ainda fizer calor por aí) e do meu jantar de ontem "Spagettini com vodka e caviar" - isto é, uma viagem gastronómica às bandas da minha terra...
Okroshka

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Não sei se já se vende Kvas em Portugal. Pró caso de ninguém saber o que é, substituí por cidra (não é o mesmo, mas escapa)
Ingredientes
200 g de carne (cozinhada, podem ser sobras)
1 pepino
2 ovos cozidos
3 pés de cebolinho
1 colher de chá de açucar
2 colheres de sopa de mostarda de dijon
100 g de natas (amargas, mas aí não há...paciência...)
300 ml de cidra
Cortam-se em cubinhos pequeninos todos os ingredientes sólidos. À parte misturam-se todos os líquidos mais o açucar. Mistura-se tudo e põe-se no frigorífico a refrescar. Pode servir-se com pão torrado.
Spagettini com vodka e Caviar

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Para 400g de Spagettini (ou de Spagetti, ou Bavetti ou o raio que o parta)
100g de caviar (preto ou vermelho)
100 ml de vodka (eu ponho só cerca de 70)
100 ml de natas
3 pés de cebolinho, mas só a parte branca
1 dente de alho esmagado
4 colheres de sopa de azeite
Sal e Pimenta preta q.b.
Enquanto esperam que a massa coza "al dente", agarram no azeite e deixam aquecer ligeiramente. Quanto estiver quente, acrescentem o cebolinho e o alho e deixem fritar durante 4-5m. Juntem as natas e a vodka e cozinhem em lume brando durante mais 5 m(ATENÇÃO: nos pratos com natas NUNCA deixar ferver as ditas). Tirem a caçarola do lume e acrescentem o caviar. A mistura deve ser mexida com cuidado para não romper as ovas. Temperar a gosto com sal e pimenta preta moída de fresco.
Et voilá! À primeira estranha-se mas depois entranha-se...

publicado por parislasvegas, às 02:13link do post | comentar
Felizmente, nos tempos que correm, contacto com poucas pessoas. Para dizer a verdade, cheguei ao ponto em que as pessoas, em geral, me irritam - tipo "quanto mais conheço a humanidade mais gosto dos meus cães" - sempre achei piada à frase, nunca pensei que se fosse aplicar a mim. Eu gostava de pessoas, gostava de meter conversa, de conhecer gente nova. A minha falta de pachorra para gente em geral, advém de factores externos e internos: externos porque o raio do meio onde me movimento é bastante chatinho. Toda a gente que se conhece tem que exibir, logo no primeiro encontro, o poder, dinheiro, influência e operações plásticas que têm. Internos, porque reconheço que a culpa também é minha, porque há uns anos atrás esta gente em vez de me chagar, divertia-me. E reconheço que a abordagem divertida é bastante mais saudável do que a que tenho agora.
Isto a propósito de um cromo que conheci este fim-de-semana. Ou uma croma, para ser mais exacta. A típica-eslava-com-namorado-estrangeiro-20-anos-mais-velho-e-podre-de-rico. Passei-me. Tive que me controlar valentemente durante uma noite inteira para não lhe ir ao focinho. Juro! Fiquei mais consolada, quando me apercebi que a outra fêmea da mesa (uma tipa gira e com cérebro) também lhe teria aviado um tabefe com a melhor das boas vontades.Uf, pelo menos não sou caso único.
A noite começou logo bem. A rapariginha em causa, deixou 5 pessoas à espera durante meia hora porque precisava de secar o cabelo, atrasou o jantar todo e, quando finalmente, nos deu a honra da sua companhia lá apareceu, altíssima, loiríssima, magríssima e com ar de quem tem merda alojada no lábio superior (sabem, aquela expressão de nariz e testa enrugados como se estivessem a cheirar merda o tempo todo...).Nem uma frase de desculpas por ter deixado 5 otários na seca. Logo de seguida, fez-me passar a maior vergonha da minha vida num restaurante.
Para entender esta parte é preciso conhecer os preconceitos que os russos têm relativamente aos ucranianos, portanto digo apenas que a tipa se comportou como uma verdadeira negreira, tratou os empregados a baixo de escravo, só faltou puxar de um chicote. Foi desagradável, mal educada e racista. E começava as frases todas com: "aqui o meu marido italiano diz que..." para demonstrar que era melhor do que qualquer empregadinha de restaurante só à conta de ter um gajo estrangeiro ao lado. Quando eu já estava quase a aviar-lhe um tabefe no focinho, com o devido raspanete por ser estúpida e mal educada, a outra fêmea da mesa lança a frase-pesadelo da noite: "Então Anna, conta-nos quais são os teus interesses". Essa deu-nos direito a uma hora e meia de chorrilho de asneiras pegadas. Toda a conversa girou em torno da possibilidade de obter um visto permanente para a Europa, viver com o dinheiro do tipo estrangeiro e ter as coisas que as amiguinhas dela que-também-casaram-com-gajos-ricos têm. Isto incluí uma casa enorme com jardim, um mercedes descapotável e um personal trainer para não perder o corpinho que lhe trouxe o-gajo-rico-que-me-vai-sustentar-a-peso-de-ouro. NÃO HÁ PACHORRA......
Claro, que como eu não sou boa, volto-me para a outra-fêmea da mesa e faço exactamente a mesma pergunta. Lá consegui desviar a conversa e fiquei a saber que a minha-nova-amiga acabou agora um doutoramento numa área interessante do direito, que está a trabalhar numa instituição europeia e a tentar especializar-se profissionalmente no seu campo de estudo. Claro que a outra fez novamente aquele ar-de-merda-no-lábio-superior. Quando o assunto não é moda, exercício, jóias e etc, a tipa perde-se.
A noite acabou, para grande alívio geral (penso eu) quando a menininha se começou a queixar (mais a choramingar, para dizer a verdade) que estava muito frio na rua e que estava cansada, que lhe doiam os pés, que queria ir pró hotel, etc...O mais estúpido, no meio disto tudo, é que o tipo com quem ela estava até é um homem bastante simpático, inteligente e com interesses variados. Fiquei com a ideia de que aquela mulher é uma boneca que o tipo comprou. Talvez a gaja não seja sequer de carne-e-osso. Pode ser um silicone falante, quem sabe...
Três dias depois, encontro um dos participantes nesse bem-dito jantar. Agradeci-lhe a companhia e a simpatia de nos ter convidado. Não sei se o meu sorriso deixou transparecer algum amarelado da alma, a verdade é que ele resolveu acrescentar " As minhas mais sinceras desculpas, em nome do meu amigo. É terrível, mas aquele homem tem uma atracção fatal por mulheres estúpidas". Eu não poderia ter fraseado melhor....

29
Ago 05
publicado por parislasvegas, às 05:29link do post | comentar

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Passámos este fim-de-semana a acabar a quarta série de "Coupling" da BBC. Resultado: ando a falar inglês com um sotaque estranho e só o Xano é que percebe as minhas piadas. Acho que me ando a transformar numa "Jane", mas com neurónios.


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Entretanto, e após ter irritado seriamente um membro do Parlamento durante o jantar de sábado, resolvi que tenho que me disciplinar socialmente para ver se paro com a puta da irreverência institucional e me consigo controlar com a mania de ser irónica. O resto do pessoal leva-se a sério. Estou há tanto tempo nesta ilha que até me esqueço da importância que as pessoas dão a si próprias. Bom, pelo menos acho que o Xano se divertiu e o senhor em causa até acabou a noite a achar piada à portuga desbocada com-ideias-pouco-politicamente-correctas. Também resolvi deixar de ler merdas intelectuais. Filosofia, ciência política e História estão completamente proibidas, espero que não me dê nenhuma crise de abstinência. Agora ando à base de policiais e de crítica social, vamos lá ver se a nova medicação dá resultado...

26
Ago 05
publicado por parislasvegas, às 06:16link do post | comentar
Nos últimos 4 anos de exílio, sem cinema e sem televisão, portanto façam lá o desconto ok?

Pior filme
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Million Dollar Baby

Há muito tempo que não via nada com uma história tão mal-estruturada e tão lamechas.
Claro que o MrandMrs Smith é ainda pior, mas nem considero essa merda como cinema, mais valia ficarem quietinhos. Também veio parar à minha colecção de Dvds o "Spanenglish" que é terrivelmente lamechas, uma merda também. Ando com azar, parece que só consigo comprar filmes de merda....

Melhores filmes

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True Romance

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Kill Bill - mais o 1 do que o 2

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The Salton Sea

Discos

publicado por parislasvegas, às 05:50link do post | comentar
E eu estou farta de miséria humana e de pobreza de espírito. Farta de racionamentos de combustíveis e falta de comida, farta de cortes eléctricos, farta de cortes de abastecimento de água, farta de não ter água potável (assim como os outros 48 milhões que cá vivem) farta de insultos racistas na rua, farta de ser ameaçada por gente com o QI de uma bosta de vaca. Farta mesmo até à raíz dos cabelos de ser tudo complicado, de ter gente desesperada a pedir salvação todos os dias. Como se explica isto em português????Não se explica. Não se explica nada a gente que pode lavar os dentes com água da torneira e vai ao cinema à sexta-feira à noite. Não se explica nada a quem vive instaladinho na sua vidinha de merda de classe-média-união-europeia e que não duravam nem quinze dias enfiados nos meus sapatinhos. A todos os pseudo-intelectualóides que não conseguem ir cagar ao mato, mas que adoram cagar sentenças sobre a vida dos outros - vaiam-se todos foderem-se.

25
Ago 05
publicado por parislasvegas, às 08:07link do post | comentar
...Há quem pense que tem muito que se lhe diga. Isto é um blogue. I.e. um espaço onde escrevo coisas estúpidas e sem interesse, e onde, principalmente, me consigo rir de mim própria. Isto não é uma obra-prima de literatura, não foi feito para discussão de temas profundos (só quando me distraio) e não pretendo provar ao mundo nem a minha brilhanteza, nem a minha estupidez.
Fica aqui um apelo a toda a gente a quem este blogue irrita: façam um favor a vós próprios e não se martirizem. Façam-me um favor: poupem-me e não passem por cá. Isto ainda é mais simples do que mudar o canal na televisão.
Sinceramente não entendo qual é o gozo em chamar estúpidos aos outros. Talvez seja essa a razão pela qual "certas e determinadas" pessoas, com blogues eventualmente mais estúpidos do que este, não permitem comentários.

23
Ago 05
publicado por parislasvegas, às 07:52link do post | comentar
Esta agora fez-me rir valentemente. Aconselho a quem não perceber a posta a ir também aqui,aqui,aquie, finalmente, aqui. Apanharam???

publicado por parislasvegas, às 06:51link do post | comentar
Apesar de escrever quase sobre tudo neste berlogue (incluíndo a puta dos sapatos azuis-leopardo), devo informar-vos que a minha vida não está aqui escarrapachada. Há todo um sector envolvido em mistério que, basicamente, gira à volta de tudo o que são detalhes do meu trabalho, do meu relacionamento com o amor da minha vida e dos meus pensamentos mais profundos. Esta última parte, a dos meus pensamentos mais profundos, não consta do berlogue apenas para não adormecer o público. Não tem nada a ver com problemas meus de partilhar o que me vai na cabeça. Na realidade, se o pessoal já pensa que sou avariada da cornadura com postas relativamente "levezinhas" imaginem se me pusesse aqui a divagar em profundidades. Provavelmente tinham que me fazer um voo charter directo pró Miguel Bombarda.
Esta posta, embora não pareça até agora, tem a ver com a anterior. Esta coisa estranha de me sentir "Alien" em quase todo a parte. Como o título bem ilustra, esta posta tem a ver com a distância e com as mudanças que essa gaja tem operado em mim. É que o meu crescimento enquanto pessoa não tem apenas o contributo desse grande filho-da-puta que é o tempo, e dessa tresloucada que é a experiência. A estúpida da distância também tem dado o seu contributo. E bastante.
Esta distância não é apenas física, não se trata de estar há praticamente quatro anos longe do meu país. Basicamente, as saudades que eu tenho de Portugal poderiam ser resumidas num vídeo do ICEP: praias, os campos de golfe, o sol e a boa comida, Lisboa ao pôr do Sol, passear no Castelo, ir beber um copo ao Bairro. O sonho de qualquer turista, portanto.
A distância que me tem moldado a personalidade é a distância a que estou de todo e qualquer conforto emocional. Falta de colinho de mamã, falta de abracinho de amigos, essas coisas. A distância não me afecta laços de amor e amizade que já são perpétuos. Mas o que me custa é ver e ouvir a minha família e amigos com dificuldades e não poder fazer praticamente nada para ajudar. O que me custa é quando eu tenho problemas não poder agarrar no telefone e combinar um bom cafézinho com a minha mãe ou um/a amigo/a. Na fase da vida em que estou e,principalmente na minha profissão, já não se fazem amigos. Os que tenho estão à distância de um clique de rato, que é uma distância matemática e abstracta. Enquanto não nos olhamos nos olhos continuo com saudades. O telefone não substitui uma boa olhadela aos nossos amigos. Só assim é que consigo saber quem realmente está bem...
Outra filha-da-putice que a distância me vem fazendo há quatro anos é que faço sempre papel de corno. Sou sempre a última a saber das coisas. Tem a sua lógica, mas lixa-me na mesma. Até a minha família me faz isso. Já que não posso ajudar, para quê preocupar-me???Preocupem-me caraças, é pra isso que a família serve, é pra isso que os amigos servem.
Não me tenho sentido sozinha, não me tenho sentido "fora" do meu círculo habitual, mas sinto-me longe. Tenho pena de não acompanhar as grandes mudanças das vidas das pessoas que gosto. Tenho pena de quase não conhecer os filhos dos meus amigos.
Já aprendi a lidar com o tempo (rugas, venham daí à vontade, posso convosco e muito mais) e ando atarantada a aprender a lidar com a experiência (isto às vezes não é fácil...), a distância é uma coisa com a qual eu vou lidar mal pró resto da minha vida. Habituei-me, mas não gosto. E muito embora a distância não tenho exclusiva responsabilidade pelo meu ar estranho (cá está a ligação com a posta do "Alien"- Ha!ha!), a verdade é que quando se está longe de um determinado standard estético, é inevitável perder todo e qualquer "fashion sense". Portanto, mais uma filha-da-putice imputável à distância é o facto de me vestir como estrangeira em qualquer sítio do mundo. Dessa não tenho pena. Pelo que eu leio aqui, parece que a última moda é ser loira e usar encharpe...Já passei essa fase.

publicado por parislasvegas, às 02:23link do post | comentar
7:30 Pm. Saí do trabalho, chego ao meu bairro e resolvo ir ao gastronom (mini-mercado) comprar cigarros. Estaciono o Mustang à porta. Como sempre, o gastronom está cheio que nem um ovo. Vendem cerveja, vodka, cigarros e comida e fica a meio caminho entre a saída do Metro e o início do meu bairro-de-classe-média (se é que tal existe neste país). A esta hora estamos na hora de ponta. Toda a gente passa pela cervejinha/vodka primeiro. Maior parte do pessoal já acabou a garrafa quando chega a casa.Faço fila. Reparo que toda a gente olha pra mim com um ar estranho. A única que já está habituada ao meu visual deslocado é a dona do estabelecimento.
"Boa tarde. Então? Veio buscar os seus cigarrinhos? A minha colega bem me disse:Olha que é melhor encomendar os Kent que aquela senhora estrangeira fica-nos sempre com o stock todo. Ainda bem que encomendei!"
E eu:
"Boa tarde, por isso é que vocês são o meu gastronom favorito. São as únicas que vendem o meu tabaco! Dê-me 10 se faz favor"
A conversa amigável, e em russo, só fez pior. Quando saí já tinha toda uma vasta audiência de veteranos da União Soviética a olhar para mim, não como boi para palácio, mas como palácio pra boi - estão a ver??
Apercebi-me de que a culpa é minha, quando saí do gastronom e olhei pró meu reflexo na porta. Magríssima. De preto dos pés à cabeça. Sapatinho de leopardo azul-bébé e malinha Gucci (confesso....). Cara escondida atrás de óculos escuros enormes.

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Nesse instante, e reconhecendo que o meu ar de Alien é da minha exclusiva responsabilidade, apercebi-me de duas coisas que me podem ajudar bastante a melhorar a minha qualidade de vida:
1- A culpa não é da Ex-URSS
2- Se continuar com este "fashion sense" vou ser Alien em qualquer parte do mundo.
Também me apercebi que sou um bocado mais lenta de raciocínio do que pensava. Já deveria ter chegado à conclusão nº2 quando a primeira frase que toda a gente me dizia em Pequim era "Onde é que compraste esses sapatos????".

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