Histórias de uma portuga em movimento.
18
Set 06
publicado por parislasvegas, às 11:43link do post

Já de rabo aos saltos (salvo seja) não ando a aguentar muito bem a estadia europeia forçada. Há um ano que não saio do Continente e já estou a ficar tontinha com tanta hegemonia do mundo Ocidental. A única viagem de intervalo que fiz, soube a pouco - uma semana num país muçulmano, formado por ilhotas perdidas no Equador - não satisfez a minha sede de mergulhar em culturas diferentes, embora tenha satisfeito a minha sede de mergulhar em florestas de corais e de dançar com barracudas. Não se pode ter tudo.

De resto, tirando o mergulho e o pôr do sol relâmpago, os cheiros da floresta tropical e os morcegos tamanho XXL que habitam aquelas paragens, tudo o que fiz poderia ter sido feito na praia de Armação de Pêra, na época em que aquilo andava cheio de franciús .

Bem tentei ignorar a malta que dançava a meio da tarde na aula de aqua-aerobics " na piscina, ou as hordas de gauleses que invadiam a praia para o beach volei " da manhã, mas numa ilha de 1 quilometro e tal perdida no meio do Índico, é difícil ir beber um copo a outro lado qualquer...

Como estava exausta, adorei a semana de imobilidade total, a perseguir Garças na praia e a fotografar morcegos no lusco-fusco. O espectáculo do pôr-do-sol em dois minutos compensava o bar atulhado de japoneses de Nikkon em punho e, final de contas, a ilha não era assim tão pequena que eu não tivesse podido desfrutar dos livros do meu amigo Kurkov em paz. Chegou a ser irónico eu estar ali esticadinha debaixo das palmeiras a ler sobre a depressão pós-soviética do Império. Adorei.

Irritei-me com a minha forma física, mas isso a culpa é exclusivamente minha. Ia toda entusiasmada com o mergulho com duas ideias erróneas pré-concebidas: a primeira era que eu não estava assim tão em baixo de forma (que estúpida...) e a segunda foi que pensei que o mergulho era tipo "aquário" sem correntes, fácil, fácil. Nada poderia estar mais longe da verdade. Apanhei correntes fortíssimas (daquelas de estar agarrada às pedras para conseguir ver qualquer coisa, porque senão passa-se pelos peixes e corais a mil à hora e não se vê um corno) e acabei por fazer só três mergulhos e acabar frustrada, cansada e mal-disposta porque a flora e a fauna valem a pena o esforço, mesmo depois de terem levado em cheio com um Tsunami.

Desta vez, não vou com ilusões. Vou tentar fazer os mergulhos que puder, mas escolhi um destino no Sudoeste Asiático, um país que admiro muito pela capacidade de juntar diversas culturas, raças e religiões, que me irá permitir o tal mergulho cultural que tanto me faz falta.

Escusado será dizer que já estou em pulgas e mal posso esperar por me meter dentro do avião. Vai na volta eu sou é viciada em jet lag "....


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