Histórias de uma portuga em movimento.
08
Mar 07
publicado por parislasvegas, às 11:14link do post

Postsecret

 

Durante muito tempo pensei que o mito do século XXI eram as super-mulheres. A mulher que quer fazer tudo ao mesmo tempo e bem: a casa, a família, o trabalho. Mas, afinal, como em tanta coisa na vida, enganei-me. As super-mulheres não são um mito, mas sim uma realidade bem palpável em carne e osso e gente de vive dias de 18 horas activas. Mulheres que fazem tudo ao mesmo tempo, embora, muito humanamente, alguma coisa tenha que ficar para trás. A isso chama-se "prioritarizar".

Esta palavra estrambólica, tornada palavra-chave de todos os dicionários das super-mulheres do século XXI, tem uma tradução muito simples: não podes querer ser tudo ao mesmo tempo e bem - escolhe o sector a sacrificar. E maior parte das mulheres que conheço lá procura ser feliz dentro do equilíbrio precário dos afectos, dos sentimentos de culpa do não acompanhamento dos filhos ou dos sentimentos de inutilidade no local de trabalho...

Meio-termo? equilíbrio? na minha opinião, são apenas palavras bonitas que não se aplicam na realidade, pelo menos à nossa geração, mulheres na trintena e com profissões exigentes.

Descobri há pouco tampo (basicamente há cerca de sete meses - início da minha malograda primeira gravidez) que o verdadeiro mito feminino não é o príncipe encantado, nem a super-mulher, nem a mata-hari. O mito feminino do século XXI é a solidariedade entre mulheres.

Escrevo hoje sobre isso, neste dia da mulher, porque estou com as orelhas cheias das merdas de colóquios, mesas redondas, salas de debate que se irão desenrolar hoje em Paris, feitas por mulheres e para mulheres, cheias de paleio sobre união, defesa de interesses comuns e o mais do raio-que-nos-parta a todas.

A verdade pura e dura é que não existe criatura mais filha-da-puta para o seu semelhante do que uma mulher. Mesmo os homens armados com Uzis podem ser mais dóceis do que uma gaja em pleno SPM.

Por isso hoje não digo - irmãs uni-vos! Estou cansada dessa lenga-lenga feminista, que defendi ingenuamente até agora. Hoje digo - mostrai as unhas suas filhas de um cão! que já não há pachorra para tanta sonsice!

 


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