Histórias de uma portuga em movimento.
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Abr 08
publicado por parislasvegas, às 20:40link do post | comentar

que eu nem sei como começá-los. Coisas difíceis, dolorosas de se dizer, talvez, mas que precisam de ser ditas com todas as letras.

Crescer é difícil e dói. Mas há coisas para as quais eu não estava preparada.

Por exemplo, sempre pensei que toda a gente vinha equipada de origem para adversidades. Não é verdade. Há gente que aguenta e gente que nada suporta.

A vida não é fácil. É feita de mortes, separações, desencontros, esperanças goradas. É assim.

Se calhar sou eu. Eu que apesar de ter perdido pessoas queridas, de sofrer separações involuntárias , de ter a promessa de  filhos nos meus braços que nunca chegaram a nascer, devo ser eu que sou muito exigente comigo. Com todos.

Eu estou viva. Gosto de viver, gosto de participar neste caos, por vezes insuportavelmente doloroso, mas é isso que eu sou: um ser que luta pela sobrevivência acima de tudo. E isso é o grande desafio. Já que nenhum de nós sai vivo desta aventura, pelo menos que ela seja o mais agradável possível.

Por isso não tenho um tostão a que possa chamar meu, por isso não tenho raízes, por isso não tenho paragem.

Tenho pensado muito nesta forma de ver a vida, porque se ela me fez insistir em ter filhos, ela também pode prejudicar a vida do Kiko de várias formas: crescer sem poiso, sem identidade, ficar sem herança, entre outras. Mas e as partes positivas??? andar por este mundo, falar sei lá quantas línguas (eu comecei tarde e falo seis) conhecer o mundo. Tem preço? para mim não. Mas, quem sabe, para ele terá.

 A vida não é fácil. E eu quero, como todas as mães, facilitar o mais possível para o Kiko . Mas não dá não é?? Não se pode ser o capacete de serviço. Há que bater com os cornos na parede até aprender.

Mas eu, olho para o meu bébé ainda com os nove meses e penso: que tipo de homem me sairá??não depende só de mim, mas muito do resultado final depende de mim. Como, com esta vida de loucos, educar uma criança que possa resistir às dores de crescimento? que aguente separações, mortes, altos e baixos, bom e mau nesta vida??


Não sei. Mas nenhuma mãe pode dizer que sabe.

Faz-se o melhor que se pode.

E nisso o Kiko vai ter que fazer como eu -  ter confiança na mulher que sou, na educação que os avós dele me deram, a mim e ao pai, e seja o que o destino quiser!

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