Histórias de uma portuga em movimento.
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Jul 08
publicado por parislasvegas, às 12:43link do post

 

 

Muitas vezes penso nas consequências que a nossa forma de vida pode ter para o nosso filho. Mudar de casa, país, amigos e cultura a cada 4 anos não é para toda a gente, e muitos dos que têm a mesma vida acabam com divórcios amargos, filhos adolescentes viciados em drogas, depressões, alcoolismo e sabe-se lá mais o quê.

 

É preciso muita resistência, física e mental para fazer isto e assusta-me pensar que o meu filho não vai crescer com "normalidade". Por outro lado, existem sérias vantagens, como as de crescer com uma mentalidade aberta, conhecimento de culturas e línguas diferentes e com uma flexibilidade e adaptabilidade mental que tanta falta fazem no mundo de hoje.

 

O que eu nunca pensei foi que o primeiro elo a ceder, nesta família, fosse um dos cães. Quer dizer, os animais (pensava eu) estão bem onde os donos estiverem, certo?? Errado.

 

A nossa Shar-pei (aqui na foto comigo grávida em França) sofreu horrores com a nossa vinda para a Ilha. Primeiro fez prova de uma agressividade desconhecida e todos os dias atacava a sua companheira de vida, a nossa Bulldog inglesa, que se transformou numa chaga ambulante de tanta dentada.

 

Como a cadela tinha sido esterilizada havia pouco tempo, pensámos que fosse uma reacção à perca de hormonas, muito embora o nosso veterinário nos tenha avisado que algo não estava bem dentro da cabeça do cão, pois a esterilização deveria tê-la tornado mais calma e não o contrário.

 

Agora há quase duas semanas que não come. Após termos tentado tudo para a fazer comer, e certos que o cão não poderia ter nada de físico porque não tinha febre, nem se queixava de dores em lado nenhum, começamos a entrar em pânico, porque ela passa os dias a um canto, sem socializar, sem brincar, só encostada a um canto  a tremer, e levámos a bicha  ao vet, que foi categórico: depressão filha-da-puta, com  tendências suicidas. A cadela perdeu o interesse  em viver  e está à espera da morte

 

Para além de muito mimo e comidinhas especiais não há grande coisa a fazer, ela está tão magra que, caso não engorde, terá que ser internada para ser alimentada à força.

 

Espero que ela se safe desta. Para mim está a ser horrível ver o meu cão a morrer aos poucos de desgosto. Até para ser cão  é preciso ter muita estabilidade mental...

 


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