Histórias de uma portuga em movimento.
21
Nov 05
publicado por parislasvegas, às 05:44link do post | comentar
Hoje o Xano saiu às 6 da manhã directo ao aeroporto para regressar ao trabalho em Paris. Detesto estas partidas matinais em que nunca estou suficientemente desperta para me despedir e depois, quando, passado duas ou três horas, acordo e me apercebo que já estou sozinha outra vez é uma tristeza danada...

O que me vale, são estas duas:

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Angie

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Allabeli



Passaram três dias sem licença para sofá e camas lá de casa (macho é macho, e quando o macho está, só a fêmea de duas patas é que tem direitos ao fofinho).
Assim que o dono saiu a porta de casa, lá foram todas xoxinhas a fazerem-se de sonsas (ai que tristeza, o dono foi-se embora outra vez e tal...) atrás de mim para O MEU QUARTO, com o objectivo claríssimo de se deitarem NA MINHA CAMA. Ainda protestei um coche, mas andar a arrastar um Bulldog pra fora da cama às 6 da manhã não é o meu ideial de exercício matinal. Borrifei na cena.
Acordei, passado uma hora, completamente dormente, ao todo tinha cerca de 54 quilos de cães em cima de mim, com a Bulldog atravessada na minha cintura e a Shar-pei a ocupar-me as pernas.Ganhei uma dor de costas pró resto do dia. É bem-feita. Castigo por ser demasiado permissiva com bichos deste tamanhão.


publicado por parislasvegas, às 03:22link do post | comentar

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Para todos vós que pensam "ai que lindinho, neve..." "tão romântico, floquinhos a cair, tudo branquinho" e outros disparates que tais, desenganem-se.
Essa merda é toda mentira e tudo onda de gajos que não têm outro remédio senão viver com gelo a cair-lhes na pinha durante quatro ou seis meses por ano.
A neve não tem porra de piadinha nenhuma na cidade. Quando se tem que sair de casa cedo para ir trabalhar, andar a escorregar feito palhaço pelos passeios ou a dar toques com o carro à conta da estrada cheia de gelo, não é puto romântico. Além disso, um dos incovenientes da neve é mesmo ser fria comó raio.
Esta porcaria pega-se a tudo. Há que limpar os carros todas as manhãs. Se estiver muito frio, há que bater no gelo até cair do carro (e rezar prós vidros não se partirem durante o processo). Passados 5 minutos de cair o último nevão, já está tudo preto. Com a poluição e a lama que se misturam nos passeios da cidade, parece que estamos a andar no meio de ulha gelada e não de neve.
Os chapéus de chuva são contraproducentes num nevão - ficam pesados e acabamos por levar com um banho da neve que se acumulou no chapéu (por isso mesmo é que se chamam "de chuva"..) isto quer dizer que não há mais remédio do que sair bem protegido, levar com a neve na tromba e chegar todo molhado aos sítios.
A neve é bonita pra passar férias a esquiar e ver o branquinho a acumular-se nas árvores e nos telhados das cabanas. Só nesses sítios é que devia nevar, no resto do mundo devia ser proibido.
Na Ucrânia, então, o clima-padrão de Inverno é super-animador...Uma pessoa levanta-se às 8 da manhã e o céu é uma camada cinzenta-clara a debitar farrapos de gelo. Sai-se do escritório para almoçar e quando se volta (14.30!!!!) já está a anoitecer.Por volta das 3 da tarde já é noite cerrada, tudo isto envolto em gelo e com temperaturas que chegam aos 20 graus negativos (na cidade! porque no campo é bastante pior...).
E eu andei quatro anos a exigir que estes tipos tivessem sentido de humor...É preciso ser estúpida.Contem um blogue ligeiramente mais frio e mais mal-dispostito.
Vou seguindo a disposição geral da mãe-terra. Assim só dá mesmo vontade de hibernar.

18
Nov 05
publicado por parislasvegas, às 05:49link do post | comentar
Ontem ao telefone:

D. : É que o ZP pintou-se com marcador na cara e o pai tá a ver se lhe tira aquilo.
Eu: Tens desmaquilhante em casa?
D. : ACHAS?????


Por essas e por outras é que eu gosto de ti GAIJA!!!

publicado por parislasvegas, às 02:24link do post | comentar
A vida de expatriada tem destas coisas: no voo Paris-Kiev desta semana, conheci um senhor, já passado dos 60 anos, Mauríciano, director do Programa das Nações Unidas para Chernobyl. Após termos baralhado as hospedeiras com a conversa que tivémos em francês-inglês-russo-espanhol, o pessoal de bordo, resolveu fazer apostas a dinheiro sobre as nossas nacionalidades. Isto é mesmo de quem não tem mais nada que fazer, mas ali fechados no Airbus, o pessoal tem que recorrer a estes prazeres infantis para se divertir.
Em relação ao meu companheiro de viagem, o sotaque a falar francês acabou por traí-lo: Maurícias, sem dúvida. O Comissário de Bordo ganhou um jantar em Kiev.
Comigo a coisa foi mais complicada - acabei por ganhar um copinho extra de bom champanhe, porque ninguém acertou. A maioria apostou que eu era italiana, nunca lhes passou pela cabeça que eu pudesse ser portuga. Aqui também foi o meu sotaque francês que me traiu (os erres e as anasaladas ainda não me saem a 100%). Afinal, todos os portugas que estes franciús conhecem falam lindamente francês....
Ontem, encontrei outra vez o meu companheiro de Airbus. Fui-lhe mostrar o Bar mais "hip" de Kiev. Nestas andanças pela URSS desde os anos 60, o homem não estava à espera desta explosão de capitalismo.
Na hora e picos que passámos, acompanhados de cerveja local, demos a volta ao mundo. Falámos sobre as nossas viagens de trabalho e de lazer, dos sítios favoritos.
Conversa estranha, apesar de tudo: "mas conheces aquele restaurante em Hong-Kong? Aquele que fica no primeiro andar, um indiano com um aspecto horrível, mas com comida fantástica!!!""Em Helsínquia, sim, ao lado do Radisson não é??" "O único síto onde se come bem na Finlândia""E o Sushi do Shangri-La de Bangkok!!!Maravilha, até a minha mulher, que é Japonesa, se rendeu àquilo!""E o restaurante Francês do JianGuo em Pequim!!!""Não vais acreditar nisto, mas eu fiz a festa do meu casamento no bar do JianGuo""Olha, eu fui mais prosaico, casei em Vegas!!!""Tens de ir a Kuala Lumpur - adoro poder comer com as mãos sem ter o mundo a olhar pra mim...""E o restaurante georgiano ao lado do Kempisky em Moscovo??"
Enfim, dois tipos expatriados que adoram comer bem e beber melhor. Fiquei cheia de dicas onde comer na Malásia e, claro, nas Maurícias também. Fartámos de rir ao descobrir que nos enfiamos nos mesmos buracos quando viajamos.
Quando estávamos já no final da conversa o olhar dele abateu-se. Explicou-me que os amigos que deixou nas Maurícias, há mais de 30 anos, nunca iriam poder ter uma conversa destas com ele. Que se entristecia quando ia a "casa" e passado 15 dias já queria voltar a Nova Iorque. Disse-me: não me consigo libertar das minhas raízes, mas já lá não pertenço. Dou-te um conselho - nunca percas as tuas, nunca deixes o fio sentimental que te liga ao sítio onde nasceste romper-se. E isso não se faz apenas com a família, os amigos, às vezes, ainda são mais importantes.
Quis-lhe explicar a minha história da orquídia e porque é que eu gosto tanto dessas plantas, que resistem em todo o lado e têm as raízes no ar. Senti-me ligeiramente ridícula, e em vez disso respondi-lhe simplesmente: "Don´t worry. I planted my friendships very carefully, and I water them regularly..."

publicado por parislasvegas, às 02:03link do post | comentar

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Eu, republicana dos sete-costados, tenho um Rei. E Sua Alteza chega hoje para me dar a satisfação de um fim-de-semana romântico. Ando tão contente, mas tão contente, mas tão contente, que até enjoa...

Ficamos então com esta, "Conversation" - Elvis "The King" em honra ao meu Rei Xano I o Grande!!!!

16
Nov 05
publicado por parislasvegas, às 05:44link do post | comentar
Quem me conhece sabe que dar-me com gajas nunca foi a minha especialidade. Embirro com mulheres, acho que algumas pessoas do meu próprio sexo se aproveitam do epíteto "sexo fraco" para se fazerem de coitadinhas e viverem às custas do esforço dos outros, sejam eles homens ou mulheres.
Nenhuma destas particularidades é inventada, fazem todas parte de feitios de várias mulheres que eu conheço e que, por uma razão ou outra sou obrigada a conviver com. Chamem-me picuínhas, mas nenhuma das minhas amigas faz estas coisas e, convenhamos, há algumas atitudes aqui descritas que espelham a imbecilidade e desiquilíbrio mental das pessoas em causa:

1. humilhar pessoas em público (especialmente maridos e filhos);
2. dizer o preço das coisas que têm vestidas;
3. dizerem-se hiper saudáveis e vegetarianas e irem snifar coca à casa de banho, pela calada;
4. dizer mal de outros pelas costas, incluíndo marido e filhos;
5. dizer quanto é que ganham(ou quanto é que os maridos ganham), ao segundo minuto da conversa;
6. discursar sobre a maravilha que poderiam ter sido, as coisas geniais que poderiam ter conseguido se:
a. não se drogassem
b. não bebessem tanto
c. não tivessem casado e tido filhos
7. começar as frases com "pois, como tu não tens filhos";
8. anunciar ao mundo a dieta caríssima de comprimidos especiais de sei-lá-o-quê;
9. ter sempre opinião sobre os meus sapatos, acessórios, roupas etc e tentar adivinhar os preços;
10. descrever com o maior do nojento detalhe os partos, as operações e as idas ao ginecologista;
11. anunciar o tamanho dos penis dos amantes;
12. declarar que não se percebe nada de carros e que conduzir é um horror!!!!
13. utilizar o marido como escravo carregador;
14. utlizar o marido como escravo;
15. perguntar intimidades a quem se acaba de conhecer;
16. encarar as mulheres sem filhos ou sem marido, ou sem as duas coisas, como freaks da natureza que deveriam ser fuziladas antes que robem os maridos das outras;
17. discutir preços de aplicação de botox.

É que, desculpem lá, não há cú pra aturar isto!!!! E estas são apenas atitudes e particularidades de feitio. Se eu me pusesse a fazer listas de coisas que elas usam e me irritam (tipo cabelinhos a imitar a Cinha Jardim ou bronzeados artificiais..) tava tudo estragado. O pior é que esta malta feminina popula o meu universo, parece que os homens que conheço, em todo o mundo, adoram casar-se com estas peças...E eu aqui cheia de saudades das minhas amigas, passadas da moleira, mas gaijas normais. Gaja que é gaja nunca discute o preço de uma aplicação de botox. Pelo menos, não em público...



publicado por parislasvegas, às 03:09link do post | comentar
De "pele" em homenagem ao belissímo clima ucraniano. Escusado será dizer que se prevê nova mudança daqui a uns dias, logo que comece a nevar.

15
Nov 05
publicado por parislasvegas, às 00:38link do post | comentar

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Voltei de Paris cansada com as vezes que me revistaram a mala e que tive de andar a provar que eu era eu mesmo. Xiça! que é até ao enjôo....O que eu não percebo é como, com tanta medida de segurança, ainda é possível que sejam contrabadeandas substâncias ilícitas, armas, pessoas e sejam cometidos atentados. Porra que pra ser terrorista ou traficante, hoje em dia, é preciso muita massa cinzenta para contrariar os esquemas de controlo. Isto é, se se quiser passar por Paris. Já não falo noutras capitais europeias.
Tive de apresentar o meu passaporte para entrar na zona do Check-in do aeroporto. Depois tive de o apresentar outra vez no Check-in it self. Tive de o apresentar outra vez no controlo de segurança antes do embarque.Nesse controlo, tive que passar descalça, não fosse eu esconder uma arma ou coisa pior ainda dentro das botas (tipo rolos de cotão no meio dos dedos dos pés). Depois de ter passado, uma das guardas desata a gritar (palavra d'honra!) que eu trazia um 555 dentro da mala, que deve ser código para "telemóvel Nokia" que era a única coisa "estranha" que eu trazia dentro da mala. Estranha porque tem um formato normalmente não associado a telemóveis (mais a vibradores, mas pronto) e ia desligado....Lá me resvistaram a mala, encontraram o telemóvel e ficaram 10 minutos a olhar práquilo tipo boi pra palácio (e eu em modo de demostração: estão a ver? carrega-se na tecla verde e plim!acendeu! te-lé-mó-vel sim! - atrasados mentais...) e ainda tive que apresentar o passaporte novamente, para entrar na manga que conduzia ao avião. Não estou a ver, com tanto controle, como é que alguém ainda pode infiltrar-se na manga do avião, mas bom, deve ser possível...Foi aí que me aconteceu a situação típica do tuga em França: quando me pedem o passaporte à entrada da manga, pela enésima vez, não consegui deixar de murmurar entre dentes um "porra!outra vez caraças!!!". O senhor verifica o meu passaporte e diz-me "Boa viagem minha senhora". Fiquei vermelha que nem um pimentão. Eu mereço.

14
Nov 05
publicado por parislasvegas, às 06:17link do post | comentar
A precisar de alguma calma Zen, solicito a quem tiver paciência pra me dispensar uns quilos dela, se faz favor.
A banda sonora é Zero 7, com "destiny". Esta é puro egoísmo - é mesmo pra mim, a ver se a boa onda sonora me desvia da má onda geral que se vive neste escritório.
Há coisas que eu não percebo. Nomeadamente:
1. porque é que as pessoas arrastam problemas pessoais para o local de trabalho;
2. porque não, já que se tem que trabalhar 12 ou mais horas por dia, fazê-lo com boa disposição?
3.porque é as pessoas soltam as frustrações em cima das outras?-mais vale um pontapé na fotocopiadora...

Começo a chegar à conclusão que há pessoal que gosta é de ser infeliz e espalhar isso pelos outros. Xô!xô Oh mau agoiro!!!!
Isto no século XXI, quando se passa mais tempo com colegas de trabalho do que com a própria família, a companhia de pessoas que não se escolhem, pode ser altamente prejudicial à nossa saúde mental. De maneira que ando altamente concentrada em exercícios mentais, para estar aqui de corpo, mas ausente de espírito.
Em espírito estou aqui:


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publicado por parislasvegas, às 03:37link do post | comentar
Levanta-se uma pessoa, no sábado, cedo pra carambas, só pra ir experimentar o novo bólide e aproveitar os Campos Elísios sem trânsito.
A abanar o capacete, ao volante disto aqui em baixo, e a repetir mentalmente o mantra "não te estiques" até à exaustão...

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Ora, ia a pessoa a "rouler" a uma velocidade controladíssima (não te estiques, MinhaNossaSenhora!isto é que é a segunda?????AIIIIII!!!!!) e ainda nem sequer tinha engatado a terceira quando - Pimbas! - sou parada pelos gendarmes...

Gendarme- Bom dia minha senhora, identificação e papéis do carro se faz favor.
Tina- Bom dia senhora-agente, aqui tem (volto-me pró Xano: "ò mori, eu não ia em excesso, pois não????" e o Xano:"mais devagar e eu adormecia...")
passado 15 minutos..
Tina - mas que raio?!!o que os gajos estão a fazer com os papéis há tanto tempo????
Xano - não sei, parecem tubarões, só à volta do carro...
Passam mais cinco minutos, e não nos devolveram os documentos... Um dos polícias debruça-se à janela do carro: "ganda máquina! quanto é que isso faz dos 0 aos 100???" e blablablablabla durante mais sei lá quanto tempo!!!!!!
Passado o relambório sobre os pormenores técnicos do bicho, dizem-me que devia ter comprado o animal noutra côr qualquer - com esta vou ser parada todos os dias!!!!
Despediram-se com um "Controle-se madame, controle-se....."
Conclusão - na Europa não é preciso cometer uma infracção de trânsito para se ser parado. Basta ter a arma para cometer o crime....

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