Histórias de uma portuga em movimento.
29
Jan 06
publicado por parislasvegas, às 13:44link do post | comentar
Este blogue vai parar agora uns 10 diazinhos, enquanto a malta foge prás Maldivas e, pela primeira vez em três anos, vai tentar apanhar um bronzeadinho. Há tanto tempo que não vamos prá praia, que eu até me tinha esquecido do folclore do último dia:
- Para começar há o esforço de enfiar o equipamento de mergulho na mala. Embora a mala seja "especializada", comprada de propósito numa loja de mergulho e, supostamente, desenhada para acomodar o equipamento de duas pessoas, nunca conseguimos encolher aquela merda de modo a caber na porra da mala. Desta vez, até decidimos viajar sem os fatos, para não ocupar espaço, e mesmo assim vimo-nos gregos..
-Depois há sempre a discussão clássica entre homem e mulher: porque é que eu levo tanta coisa e blablabla. Bom, para já, quando começámos a viajar, realmente, eu nunca levava a carrada de merdas que levo agora atrás-é o chamado síndrome da puta da idade: Protectores solares 50 (não apanho sol há três anos, ok????), cremes prás rugas dos olhos, prás rugas da boca, hidratantes para não encarquilhar - tudo merdas que eu não precisava há seis anos atrás. E depois o meu homem ainda se espanta com o pessoal que me dá 26 anos...pois, mas dá trabalho e há que andar com o "kit juventude" para todo o lado. É fodido, mas faz parte...E depois pronto pá, uma gaja tem que ter o fato-de-banho de competição para ir mergulhar (com biquini sai tudo de fora - não é bonito, quando uma gaja gosta de se dar ao respeito), o biquini para se estender na praia (sim, porque eu quero bronzear), o belo do calção e t-shirt para o dia, o belo do vestidinho pipi para o jantar, com o sapatinho a condizer e tal. É verdade, admito que estou a ficar chata com estas paneleirices, mas uma gaja também tem que se sentir bem. Além disso, toda a gente tem defeitos.
Claro que o dia teria sido mais facilitado e eu teria feito as coisas mais rápido se tivesse as duas mãos funcionais:queimei-me ontem em cheio no ferro de engomar (sim, é verdade, sou uma dona de casa prendadíssima) e tenho a mão esquerda no estaleiro. Para mim, que funciono ambidextramente, é lixado. Mas o que interessa é que já temos tudo despachado e arrumadinho.
Entranto - gozem a neve(a sério - fiquei passada quando vi as imagens de Lisboa debaixo de neve - os deuses estão loucos!!!) que amanhã já deve ser história do passado e divirtam-se! Até dia 8!!!

26
Jan 06
publicado por parislasvegas, às 12:59link do post | comentar
Uma das minhas colegas hoje, andava com a revista das fotografias do baptizado do Príncipe da Dinamarca, com um ar altamente escandalizado, e dizia a toda a gente: "Ai vê-se mesmo que a mãe é do povo!". Isto porque numa das fotos, a criancinha estava a chuchar num dedo da mãe. Um dos meus outros colegas, ouviu aquilo e começou logo a refilar, que ela estava a exagerar, que um bébé, mesmo real, é sempre uma máquina de choro, e antes fazer figura de plebeu do que deixar a criancinha abrir a goela em plena cerimónia solene, o primeiro sacramento cristão! a apresentação perante Deus e os outros católicos!Antes enfiar o dedo na goela daquela "coisa" do que deixá-la berrar no santo território da igreja milenar. No entanto, não deixou de acrescentar que considerava o casamento de um descendente de uma família real com um(a) pebleu(eia) uma aberração da pior espécie.
Sendo eu a única plebeia naquele escritório, o único ser com sangue vermelho, e uma das únicas republicanas (isto é, não sou republicana só de boca, considero MESMO que é o melhor sistema político do mundo), o meu colega aproveitou para me "picar" e perguntar qual era a minha opinião sobre o assunto.
Resumidamente, lá o esclareci sobre a minha posição. O tipo não acreditou, pensou que eu o estava a gozar discretamente. É verdade que tenho esse feitio, e às vezes faço isso, dou a opinião contrária,com um ar muito sério e, na verdade, estou é a gozar com a cara do meu interlocutor. O meu colega já me topou, mas desta vez estava errado. Foi a sério.
Concordo a 100% com ele. Sou a favor de casamentos entre raças, religiões (e até sexos!) diferentes. Acho que quanto mais se misturar melhor. Neste caso não. A única mistura com a qual não concordo DE TODO, é a mistura do sangue azul com plebeus.
Esta minha "reaccionarice" vem de vários factores. Para começar, os casamentos reais não têm nada que ver com amor, paixão e outras merdas a que nós, meros mortais, temos direito. O casamento de herdeiros de trono é um instrumento diplomático.
Ao assegurar descendência de duas casas reais, a criancinha não é produto de amor entre duas pessoas de sexo diferente, é apenas um instrumento de entendimento e consolidação de alianças entre duas nações, dois reinos. Por isso os príncipes do século XXI não podem querer ter o melhor de dois mundos.
Não podem querer ser Chefes de Estado sem fazer nada por isso, e querer viver uma vida "normal" ao mesmo tempo.
Claro que o facto das famílias os autorizarem a casar com gente vulgar,não está relacionado com respeito pelo livre arbrítrio de cada um. É mais para "limpar" o sangue e livrar o trono das maldições milenares das hemofílias e pancadas de família.
Esta é a razão principal pela qual eu discordo plenamente dos casamentos com seres humanos de sangue azul. É que aquela gente tem doenças. E a dar com um pau. Acho que não têm nada que andar a poluír o sangue do povo.
Deus me livre e guarde se eu, alguma vez, juntava o meu sangue, vermelhinho, a um gajo de sangue azul. Que nojo!
Desculpem lá, mas nisto sou preconceituosa a sério.

publicado por parislasvegas, às 03:55link do post | comentar
Pois é, quando se vive há muito tempo num sítio, nunca se pensa na vida com a perspectiva de quem está constantemente a cair de paraquedas em ambientes desconhecidos.
No fundo, a minha vida é feita de pequenas vitórias quotidianas, conseguir viver normalmente, e contruir uma rotina, num sítio novo não é fácil. Cada ida ao supermercado se torna numa incursão por caminhos desconhecidos.
Hoje fui buscar o meu carro ao mecânico. A garagem fica no mesmo bairro que o escritório, mas esta cidade não tem a mesma dimensão de Lisboa: para vir trabalhar atravessei o equivalente a Lisboa inteira, no meio do trânsito infernal da hora de ponta parisiense.
Hoje tive uma vitória: não me perdi, e eu e o carro chegámos cá inteiros.
Para não desanimar quando somos desenraízados do nosso ambiente normal, há que valorizar coisas a que, normalmente, não damos importância. É isso que eu vou fazendo todos os dias, encarando cada pequeno passo como um grande acontecimento!

25
Jan 06
publicado por parislasvegas, às 13:31link do post | comentar
Após uma luta renhida,de quase dois meses, com a France Telecom - TEMOS NET EM CASA!YES YES YES!UIPII!

Estou de volta à minha casa.

12
Jan 06
publicado por parislasvegas, às 03:48link do post | comentar
Temporariamente (espero) aqui por dificuldades técnicas

06
Jan 06
publicado por parislasvegas, às 09:40link do post | comentar
Já me tinha esquecido desta minha "qualidade", troco nomes às pessoas, não reconheço caras, não ligo caras a nomes, enfim, uma grande desgraça.
O esforço mental que me é necessário para decorar um nome em ligação com uma cara, faz com que, uma vez obtida essa proeza nunca mais me esqueça duma pessoa.
Trabalhei tantos anos num edifício com mil e tal pessoas, que já cumprimentava quase toda a gente pelo nome e fazia um brilharete!
Quatro anos a trabalhar num sítio extremamente pequeno, com uma dúzia de funcionários, fizeram com que perdesse a prática - e a idade só piora a tendência que tenho para trocar nomes e títulos.
Agora estou perdida: aqui somos milhentos, muitos dos quais Dr.s, Comandantes e Engenheiros. Só os títulos de cada um já me baralham: "Bom dia Sr(este é o quê??) Dr!" mas pelo menos safam-me de ter que aprender os nomes das pessoas. Agora os Senhores e as Donas, não há hipóteses, ou aprendo os nomes ou estou lixada!
Depois há os que gostam logo de ser tratados pelos nomes, é até por diminutivos, há os que se ofendem se não levarem o Senhor ou a Dona à frente - enfim, uma série de pormenores protocolares para memorizar, sob pena de ficar com fama de mal-educada.
O pior mesmo são as gaffes com o pessoal militar.Outro dos meus problemas cerebrais é que uma vez que conheço uma pessoa fardada, nunca a consigo reconher quando está à paisana. É terrível! Já me tinha acontecido várias vezes em Portugal passar por amigos sem lhes falar porque não os reconheci na farda e vice-versa.
Ontem reencontrei um dos militares que trabalha connosco. Foi a primeira vez que o vi à Civil. Atrapalhei-me tanto por não o ter reconhecido, que troquei-me toda e promovi o homem a Almirante (pior a emenda que o soneto).
Hoje fiz exactamente a mesma coisa com uma das funcionárias daqui a quem eu só tinha visto com óculos escuros. Hoje apareceu-me sem os óculos e eu voltei-me prá senhora e apresentei-me. Que manca.....
O que me vale é que temos aqui quem seja pior do que eu - o Grande Chefe. Deve ter a ver com o facto de ambos sermos sagitários.
E o Senhor tem o dobro da minha idade,  logo está pior. As frases mais ouvidas são: "Bom dia hummmm" sendo que o "hummm" é o murmúrio lançado na impossibilidade de recordar o nome do saudado.
Sei que vou, inevitavelmente, ficar na mesma. Já ando a treinar o meu "hummmmm"

05
Jan 06
publicado por parislasvegas, às 09:57link do post | comentar
É SPAM MESMO!!!!Foi uma mensagem daquelas merdosas que se mandam a si próprias automaticamente. Postou-se através do endereço mail deste blogue.

04
Jan 06
publicado por parislasvegas, às 03:42link do post | comentar

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A expressão "vida de cão" aplica-se perfeitamente às nossas meninas. Os manos de duas patas regressaram a Portugal, até parte o coração ver a depressão em que os cães ficaram.

A bulldog é a que sofre mais com a ausência dos miúdos, para além disso, como é um bicho sensível, transformou-se na sombra do dono, que não anda muito melhor do que elas...

Ontem houve de tudo - mijadelas fora do sítio, cenas de pugilismo canino (andavam a disputar a atenção do dono) e amuos aos cantos.

Espero que lhes passe depressa.


publicado por parislasvegas, às 03:41link do post | comentar
Para ver se consigo postar normalmente

03
Jan 06
publicado por parislasvegas, às 07:58link do post | comentar
Recebemos hoje, eu e todas as mulheres do escritório, a seguinte mensagem, proveniente de um senhor com cerca de 70 anos, que adoraria partilhar convosco:
 
"Uns verços dedicados ao pessoal femeníno:
 
Nem que dé-sê mile beijos,
a fío sem descançar,
não matáva os dezeijos
que tenho de te beijar!
 
O teu olhar cedetor,
que dezafia os meus dezeijos,
não perdia o amôr,
nem que te dé-sê mile beijos:
 
Premeti pelos meus botões;
e custe o que custar,
não perdi a iluzões,
que tenho de te beijar!
 
Poémas que me fáz recordar,
para alem das nossas vidas,
quem sabe se me fáz lembrar,
cençações adormecidas!
 
(os beijinhos na segunda página)
 
Os beijos que a gente dá,
mesmo que de repente seijam,
sambem sempre a profissão
da quela que a gente beija:
 
O beijo duma Pastôra
é meigo mas sabe a gado
o beijo da cuzinheira
sabe sempre a refugado!
 
O beijo duma Porteira
é o das mulheres mais Formosas,
o beijo da Infirmeira,
sabe a penços e ventozas!
 
O beijo da Custureira
sábe a linhas todo o dia,
o beijo duma Fadista
sábe a Fados e a Moraria!"
 
 
- digam lá que SE não é DELIÇIOUZO!
 
Ps- apesar da galhofa, a verdade é que o mulherio tá derretido - o senhor pode não saber escrever, mas foi um simpático em ter-se lembrado de nós e escrever-nos um poeminha tã lindo.

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