Histórias de uma portuga em movimento.
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Fev 07
publicado por parislasvegas, às 16:38link do post | comentar | ver comentários (2)

Não é porque se começa a alargar por todos os lados e a exibir umas protumberâncias valentes que se deixa de ser gaja, pelo contrário, a verdade é que constato que nunca tive tantos pensamentos ou reacções "de gaja" na minha vida como agora. Não é que goste muito da mudança, mas estou a aprender a viver com ela.

Coisa da qual nunca gostei, mesmo quando tinha mais testosterona, era de ver outra gaja com uma roupa igual à minha. Hoje numa surfada pela net, à procura de trapitos para gente "especialmente gorda" aparece-me esta foto da ruiva das "donas de casa desesperadas"

com elogios à fatiota escolhida. Olha que porra. Bem podia ter escolhido outra coisa em vez de andar a comprar vestidos iguais aos meus, carambas..Mas assim sempre tive a prova de que o vestido em questão resiste mesmo até ao final de uma gravidez de gémeos.

Outra coisa que me tem causado susceptibilidades de fêmea é o assunto "peso". Continuo a vestir o 34-36 para grávidas, mas apesar disso a malta que me rodeia faz questão em apontar o meu "crescimento" quase diariamente com comentários elegantes do estilo "a barriga ultrapassou o rabo (finalmente)". O que, aliado ao médico taliban que me passa raspanetes porque ando com dois quilos mais do que ele acha que eu deveria ter, não me levanta lá muito o moral. Em 19 semanas ( i.e. quatro meses e três semanas) engordei seis quilos, em vez dos quatro e trezentas gramas que supostamente deveria ter se me chamasse Kate Moss, o que não é o caso. Um verdadeiro drama....

Como podem ver pelo decote do vestido que a Marcia Cross exibe, ando a curtir decotes. Eu sou daquelas que acha que se deve aproveitar o que se tem, principalmente quando só se tem uma vez na vida. Pois é. Tenho mamas e exibo sempre que possível.

Claro que também isso incomoda as senhoras anti-despenalização do decote que me rodeiam. Como é possível que uma futura mãe, no seu sagrado papel de dadora de vida, de educadora de uma anjinho, de catequizadora de futruro católico praticante, possa descascar-se toda desta maneira. Igualzinha às desavergonhadas que aparecem na televisão e que, apesar dos dez anos a mais em cima do pelo, fazem questão em mostrar o belo par que a gravidez lhes deu.

Outro incómodo que tenho notado nestas coisas da gravidez é a falta de pachorra - nota-se muito???

Ps - espreitem aqui para ficarem a saber onde é que eu e ali a Marcia vamos buscar os trapos. Ela deve fazer compras em tempo normal, aqui a je é mais nas rebajas totales....

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